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oi pessoas!! aqui eh marcela (viu carol!).pois eh neh... milagre eu por aqui.... e pra me dar as boas vindas vo posta um texto da ora e q dexa a gent morrenu d vontad d ir no FSM... ah! detalhe....gostaria de agradecer a todos os componentes desse blog pela gigantesca insistencia em me convidar para ele... obrigada
tenham paciencia pra ler...eh doido demas
" A Experiência de PARTICIPAR do Fórum Social Mundial
PORTO ALEGRE – janeiro de 2003
Eduardo Chammas
Participar do III Fórum Social Mundial foi uma experiência inesquecível por uma de suas principais marcas: a da diversidade. Desde a diversidade de países, línguas, nações, etnias, povos e trabalhadores oprimidos até a diversidade de opiniões, correntes, tendências e pensamentos. Desde que se fizesse oposição a “tudo que está aí” – leia-se: ao neoliberalismo; ao autoritarismo; ao militarismo; à devastação ambiental; à exploração do homem pelo homem; a sucessivas guerras, massacres e genocídios e até ao sistema capitalismo com um todo -, havia espaço para todos: dos ambientalistas aos medonhos stalinistas, dos trotskistas aos social-democratas, dos socialistas revolucionários aos anarco-punks. Se queremos construir um outro mundo e se esse outro mundo é possível, ele só é possível no respeito à diversidade e no diálogo entre os homens, e a convivência no FSM tem essa marca. O acampamento da juventude era um dos maiores símbolos disso: distribuídos em ruas de nomes como Rosa Luxemburgo, Lênin e Che Guevara, milhares de adolescentes dormiam em barracas e levavam sua vida no acampamento, que se transformava quase que em uma cidade onde, se não houvesse um mínimo de solidariedade, respeito e companheirismo, a vida rapidamente se tornaria insuportável durante os dias do fórum.
Era nítido que os valores disseminados pelos participantes do fórum em oficinas, painéis e discussões não eram, em sua maioria, apenas exercícios de retórica, mas práticas concretas do dia-a-dia em Porto Alegre. O FSM não se distingue apenas pelas idéias que são discutidas lá, mas também pela concretização de seus princípios na construção cotidiana do evento. No banheiro do acampamento, por exemplo, só era permitida a utilização de xampus e sabonetes biodegradáveis. A praça de alimentação do acampamento era composta de pequenas bancas de cooperativas agrícolas e de assentamentos do MST e as comidas vendidas eram livres de transgênicos e de agrotóxicos. No entanto, as coisas nem sempre davam certo: as barracas no acampamento eram constantemente arrombadas na incessante busca por bens materiais que tão tipicamente caracteriza a nossa sociedade. A própria polícia utilizava seu poder de agente repressor do Estado de forma não tão própria de um “outro mundo”, como no caso da indiana que, por livre e espontânea vontade, decidiu tomar banho nua ao ar livre no acampamento, foi detida pelos policiais e levada à delegacia para prestar esclarecimentos. Mas como estávamos lá para, com a nossa rebeldia e insatisfação, mudarmos o mundo, um grupo de jovens se revoltou com a detenção da indiana, ficou pelado e saiu cantando: “Não fique aí parado: você também nasceu pelado!”.
Também era assustador e, mais do que isso, entristecedor, ver que algumas pessoas que freqüentaram o 3º FSM vestiam camisetas com a face de Stalin, um dos maiores facínoras do século XX, assim como entristecedor ver que alguns ambulantes insistiam em vender camisetas do terrorista Osama bin Laden, ao mesmo tempo que tanto se discutia a luta por um mundo melhor.
Ao voltarmos para casa, nos parecia não só que um outro mundo era possível, mas que estávamos em plena construção desse outro mundo e que as transformações estruturais com que tanto sonhávamos seriam um simples questão de tempo. Hoje, vejo que a esperança da época vinha carregada de uma comoção que aos poucos se desfez, mas é também a esperança nossa maior motivadora para continuarmos na luta por um mundo mais justo e mais igual para todos.
O grande desafio talvez seja o da volta, quando a euforia do fórum parece ficar para trás. Não temos mais todos aqueles com objetivos semelhantes em torno de nós como tínhamos em Porto Alegre, estamos mais solitários na batalha, e a frustração da luta aparece e derruba com maior facilidade. E é nessa hora que precisamos resistir, unir forças com aqueles que estão próximos, pensar e se inspirar na luta dos que estão distantes e provar que aquilo que falamos e fizemos no FSM não foi efêmero e nem passageiro. É nessa hora que precisamos provar que aquilo que precisamos provar que um outro mundo é, sim, possível, não só durante quatro ou cinco dias de um já quase longínquo janeiro e não só para algumas pessoas que lá estiveram, mas esse outro mundo é possível o tempo inteiro e, principalmente, para todos. "
"Estima-se que o custo adicional para obter e manter o acesso universal a educaçao e serviços de saude basicos, alimentacao adequada, agua potavel e saneamento para todos é de cerca de 40 bilhoes de dolares por ano. Isto é menos do que 4% da riquesa conjunta das 225 pessoas mais ricas do mundo" tirado do livro d geografia lah do colegio...pois eh neh...meu sonho AGORA era fazer uma entrevista publica com essas 225 pessoas e perguntar se elas nao teriam coragem de doar cerca de 4% da sua renda anual pra essas pesoas pobres do mundo... aiai ateh mas... depois eu posto outro texto tbm... bjos
Escrito por Carol às 11h40
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